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sábado, 3 de maio de 2014

Em Janaúba legumes não aproveitados alimentam milhares de crianças

(G1) Não é nada fácil a rotina de dona Helena. É todo dia assim: puxando carrinho na Vila Sion, um dos bairros pobres de Montes Claros, norte de Minas Gerais. Nas lixeiras das ruas, no comércio, onde tiver lixo ela vai recolhendo para reciclar.
Globo Repórter: No fim do mês a senhora faz quanto mais ou menos em dinheiro?
Maria Helena Peres dos Santos, catadora de lixo: R$ 300.
Trezentos reais é pouco dinheiro, não dá para alimentar os netos. Felizmente, perto de casa fica a creche Nova Canaã, mantida por uma igreja Batista. É onde dona Helena deixa Enzo e Vitória. Lá, eles almoçam e merendam no fim da tarde. Hoje, o pessoal da cozinha vai servir um prato que tem ajudado muito na alimentação das crianças: uma mistura conhecida como ‘Vita Vida’.
Para saber como é preparada essa mistura nós fomos a Janaúba, cidade mineira perto de Montes Claros. É lá que funciona uma das fábricas do programa. O Vita Vida, na verdade, é um complemento alimentar feito com legumes triturados e desidratados.
Complemento alimentar é distribuído para cerca de 400 municípios mineiros
O produto final é uma mistura que além de mandioca tem beterraba, cenoura, batata e abóbora. Eles acrescentam ainda proteína de soja e macarrão. Na verdade isso é um complemento alimentar que é distribuído para cerca de 400 municípios mineiros.
“A gente encontra aqui minerais, vitaminas, carboidrato, proteína. A gente conseguiu desidratar em uma temperatura adequada, durante um tempo constante, para que não haja nenhuma perda, nem de mineral, nem de vitaminas de todos os legumes que são desidratados”, explica a nutricionista Juliana Silva Corrêa.

Produtos que compõem complemento alimentar vêm da solidariedade do campo
Dá para imaginar de onde vem todos esses produtos que compõem o Vita Vida? Acreditem, vem da solidariedade do campo. Todo dia, Alex sai com o caminhãozinho e percorre as fazendas. Hoje, por exemplo, é dia de visitar os produtores de mandioca.
O que é considerado fora do padrão do mercado acaba apodrecendo na terra. Nas lavouras de Eli e de João, isso não acontece mais. Eles sabem que o que não serve para vender ajuda a matar a fome de muita gente.
“Quando você doa, você já até esquece que foi perdido, você considera que de uma forma você não perdeu, alguém se beneficiou”, conta o agricultor João de Deus Pereira, produtor agrícola.
Alex não para. Vai enchendo caixas e caixas de doações e vibra, se realiza a serviço do programa. Na escola do filho dele a mistura também é servida nas refeições.
“Se eu tivesse condições de carregar mais, de apanhar mais, eu com certeza eu apanharia. Essa comida poderia estar na mesa das pessoas”, afirma o auxiliar de produção Alex Fabiano Nunes Neves.
Tudo funciona à base de doações e parcerias
O Vita Vida é um dos programas do Serviço Voluntário de Assistência Social de Minas. Tudo funciona à base de doações e parcerias.
“Nós temos duas vertentes, uma é evitar o desperdício do alimento, legumes e verduras no campo. A segunda vertente é você processar esse alimento com qualidade e distribuir para quem precisa”, explica o diretor do programa Dener Nolasco.
Comida que na creche onde os netos de dona Helena passam parte do dia é servida uma vez por semana, toda quinta-feira. Entre as crianças, o Vita Vida faz o maior sucesso.
Manter crianças alimentadas e saudáveis. Há motivo melhor para se evitar o desperdício?

Programa Luz para Todos frustra população de cidades do Norte de Minas

Dorivaldo Ribeiro e a mulher, Altamira Alves, trocaram São Paulo pela Ilha do Cearense, mas o fracasso do projeto de energia solar frustrou os planos do casal
(Por Luiz Ribeiro) São Francisco, Pedras de Maria da Cruz e Manga – Para quem sempre viveu no escuro, a chegada da luz elétrica é a realização de um sonho. Moradores das ilhas do Rio São Francisco, em Minas, acreditaram que teriam uma mudança completa de vida com os equipamentos de captação de energia solar que passaram a ser instalados ao lado de suas casas, dentro do Programa Luz para Todos, iniciativa do governo federal em parceria com a Cemig. Entre os anos de 2006 e 2008, foram cadastradas 741 famílias em 31 ilhas para o recebimento dos painéis, que deveriam gerar energia suficiente para a iluminação e para ligar uma televisão ou um aparelho de som. Mas, o que seria um salto na qualidade de vida virou dor de cabeça para muitos moradores. Ao visitar as ilhas, o Estado de Minas verificou que grande parte das famílias, mesmo com os painéis instalados, continua no escuro, porque os equipamentos pararam de funcionar por falta de manutenção, por manuseio incorreto ou porque foram danificados pelas enchentes. Há ainda casos de roubo dos aparelhos.
Dorivaldo Gomes Ribeiro, de 64 anos, morava em São Paulo. Lá trabalhava como pintor de automóveis. Em 2007, fez uma viagem a São Francisco (Norte de Minas) para visitar parentes da mulher, Altamira Alves Figueiredo, de 60. Resolveu adquirir os “direitos” para a ocupação de uma faixa de terras na Ilha do Cearense por R$ 16 mil. Como ele conta, além do encanto com o Velho Chico, o que mais o seduziu foi o projeto de energia solar que estava sendo instalado nas ilhas. Imaginou que, com o projeto, iria trocar a correria e o estresse do trânsito da capital paulista pela vida tranquila na ilha, no meio do São Francisco, com garantia de conforto.
Dorivaldo e a mulher se mudaram de mala e cuia. Empolgado, o ex-pintor de autos planejou o plantio de pequenas lavouras e algo mais ousado: a produção de cachaça artesanal. Mas, a alegria durou pouco. O painel de energia solar funcionou somente por três anos e meio. “A bateria descarregou de vez. O que era sonho virou pesadelo”, afirma o ex-pintor de automóveis. A vida dele mudou para pior. Durante 42 anos, morou em São Paulo em contato com todas os recursos da tecnologia. Na ilha, a falta de energia elétrica se soma a outros aspectos “primitivos” com os quais Dorivaldo não estava acostumado, como a falta de saneamento básico e as más condições da moradia, de paredes de pau a pique.
O que mais o incomoda é o isolamento. “A gente vive aqui como se estivesse num deserto.” Dorivaldo expõe o maior medo: ficar doente, pois para chegar a um médico ou a um hospital é preciso navegar 20 quilômetros rio acima até a cidade. A viagem dura duas horas em um barco “rabeta” (movido por um pequeno motor). Outro receio é o de ficar sem ver jogos da Copa por falta de energia elétrica.
Também morador da Ilha do Cearense, o aposentado Hélio Augusto do Nascimento revela que o equipamento de luz solar instalado na casa dele funcionou por apenas três meses. A falta da luz não foi tão sentida por ele porque passou a vida inteira iluminado por lamparina. A mudança que experimentou foi a compra de uma pequena TV, que vendeu ao perceber que não teria utilidade sem energia.

PAINÉIS FURTADOS 
Na Ilha dos Balaieiros, no município de Pedras de Maria da Cruz, os agricultores Sinvaldo Teixeira do Amaral e Joselito da Silva também estão no escuro. Eles contam que receberam os painéis de energia solar, mas só puderam acender lâmpadas por cerca de oito meses. “Um dia chegaram uns homens. Disseram que eram da Cemig e levaram as placas (de energia solar)”, conta Sinvaldo, que, somente depois da partida dos estranhos, percebeu que tinha sido roubado. “A gente usa lamparina, mas ela ilumina pouco”, diz Joselito, que mora em casa parede de vara com enchimento de barro.
Morador da Ilha da Capivara – no mesmo município –, Valdeci Ferreira da Silva conta que os painéis de sua casa ficaram vários meses sem função, até ele trocar as baterias. A família usa a energia em lâmpadas e para ligar a TV. “Mas a luz dura pouco. É só chegar oito horas da noite e ela acaba.” Os problemas se repetem na Ilha da Ingazeira, no município de Manga, uma das mais povoadas do São Francisco e que abriga descendentes de escravos. O presidente da Associação dos Remanescentes Quilombolas da Ingazeira, Celino Leris de Oliveira, diz que das atuais 32 famílias da ilha, um número pequeno, pouco mais de 10, mantém os painéis de luz solar em operação.
“Os equipamentos não têm manutenção e a maioria parou de funcionar. O pessoal pagava R$ 18 de luz por mês, mas parou de pagar, pois não estava recebendo energia em casa”, disse Celino, que reivindica a chegada de uma rede de energia elétrica convencional à ilha. “Já vieram aqui e verificam até os lugares onde podem ser fincados os postes. A ilha tem condição para isso”, argumenta o líder comunitário.

Cemig culpa a enchente
A Cemig informou que os painéis de energia solar nas ilhas do São Francisco foram instalados por meio do Programa Luz para Todos, depois do cadastramento dos moradores, sendo atendidas 741 famílias em 31 ilhas. Em nota, a empresa argumenta que a manutenção dos equipamentos é feita pela suas equipes de serviços de campo, “após solicitação pelos clientes”.
A companha alega que o próprio estilo de vida dos moradores das ilhas, que costumam deixar as casas durante as enchentes, dificulta a manutenção dos sistemas de energia solar. “Esclarecemos que a Cemig tem como prática atender/restabelecer o fornecimento de energia somente onde o cliente efetivamente reside, uma vez que o índice de vandalismo, em especial o furto de equipamentos, é muito grande nestes locais devido, sobretudo, à baixa taxa de ocupação, já que as moradias ficam desabitadas nos períodos chuvosos. Esclarecemos ainda que alguns equipamentos foram danificados por inundação”, diz a nota da Cemig.
A empresa informa ainda que “os moradores deverão procurar as agências de atendimento Cemig para solicitar as devidas providências, inclusive para o cancelamento de contas cobradas indevidamente”.

Em Várzea da Palma moradores convivem com a miséria em ilha

Hélio Augusto do Nascimento vendeu a TV e tem como consolo a companhia do cachorro
Várzea da Palma – Eles moram em casas em péssimas condições – a maioria em barracos de lona –, não têm acesso à energia elétrica e ao telefone celular. Não dispõem de saneamento básico e sofrem restrições até mesmo do sagrado direito de ir e vir. Essas são as condições miseráveis enfrentadas pelos moradores da Ilha do Boi, no meio do São Francisco, abaixo da foz do Rio das Velhas, no município de Várzea da Palma, perto de Pirapora, Norte de Minas.
Na ilha residem 30 famílias. A vida delas, que já era ruim, ficou mais difícil em novembro de 2011, quando uma enchente inundou a ilha, devastou plantações e destruiu moradias. Quando a água abaixou, eles retornaram, mas até hoje não conseguiram reconstruir as casas e muitos moram em barracos de lona. É o caso de Pedro Alcântara Rodrigues, de 61. “A enchente levou tudo. Quero refazer minha casinha, mas não tenho condições. A gente vende tudo que pode para poder se alimentar.” Ele tira o sustento da família da pesca e das pequenas plantações de feijão, milho, abóbora, quiabo e hortaliças.
Pedro e os demais ocupantes da ilha têm a renda cada vez menor, pois a quantidade de peixes no rio diminuiu consideravelmente. No último ano, as plantações foram destruídas pela seca. Essa situação fez com muitos moradores ficassem sem ocupação, em dificuldade. Os ilhéus não dispõem de equipamento de irrigação e dependem da chuva, que faltou nos primeiros quatro meses do ano. A escassez de chuva reduziu o nível da água do “braço” do rio que separa a ilha da terra firme. Algumas partes já estão secas.
Pelo menos metade dos ocupantes da ilha é formada por agricultores, que também são pescadores profissionais. Por essa condição, durante os quatro meses do período da piracema (novembro a fevereiro), quando a pesca é proibida, o “defeso” (seguro) de um salário mínimo pago aos pescadores ajuda na manutenção das famílias. Passada a piracema, retornam as dificuldades. É quando falta dinheiro até para a alimentação.
Os moradores da ilha enfrentam outra barreira para vender o parco pescado e o que produzem nas hortas e para ir ao comércio comprar alguma coisa ou em busca de atendimento médico. Para se deslocar até o distrito de Barra do Guacuí, o núcleo urbano mais próximo, são obrigados a navegar mais de 10 quilômetros pelos rios São Francisco e Velhas.
Eles poderiam ir por uma estrada de terra que passa em frente à ilha. Teriam que atravessar de barco apenas o braço do Velho Chico e fazer o restante do percurso de carro. Mas, segundo a presidente da Associação de Pescadores e Agricultores da Ilha do Boi, Valdete do Carmo Oliveira, os moradores não podem usá-la porque o dono da fazenda na margem do rio, em frente à ilha, trancou com cadeados seis cancelas ao longo da estrada. “As chaves ficam com o gerente, que só permite a passagem de pessoas em apenas uma parte do dia”, diz Valdete.
A moradora Maria do Carmo Souza, de 60, lamenta o prejuízo causado pelas cancelas trancadas. “Quando conseguimos um barco para transportar um ou dois sacos de feijão ou milho, a gente vende. Mas, normalmente, as coisas ficam aqui sem vender por falta de transporte”. Ela reclama também do preço da gasolina que move o motor dos pequenos barcos.

Por Luiz Ribeiro

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Ex-prefeito de Pirapora é novamente condenado pela Justiça

Ex-prefeito terá ainda que pagar multa de mais de T$ 1,2 milhão
(Por Maria Clara Prates) Depois de colecionar mais de 100 processos criminais e de improbidade administrativa em 16 anos como prefeito de cidades do Norte de Minas, o ex-prefeito de Pirapora Warmillon Fonseca Braga (DEM) se transformou em um colecionador de condenações, que chegam a mais de 24 anos de prisão em apenas dois processos. Já condenado a 10 anos de cadeia por fraude em licitação para o show do centenário da cidade, Warmillon foi condenado ontem a mais 14 anos e nove meses pela prática de 77 crimes de apropriação indébita e dois por fraude em licitação, desta vez na contratação da coleta de lixo no período de julho de 2005 a setembro de 2011. O político, que está preso desde julho na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de BH, ainda terá que pagar multa de mais de R$ 1,2 milhão.
De acordo com o processo, o ex-prefeito, por meio de fraude em licitação, tornou a empresa Movimentar, de propriedade de seus amigos Marcelo Luiz Ottoni e Gilberto Ottoni, vencedora da concorrência para a coleta de lixo na cidade. Por meio de fraude na prestação de contas, o político teria se beneficiado ainda do desvio de mais de R$ 11 milhões, referentes a serviços não realizados. Na sentença, a juíza de Pirapora, Renata Souza Viana, não acatou as alegações da defesa de nulidade do processo em razão de a investigação ter sido feita pelo Ministério Público. Ela lembrou que para justificar que o suposto processo de licitação durou apenas um dia foram juntadas fotos para sustentar a alegação de calamidade pública, mas pelo menos uma delas não era de Pirapora. 
‘GANÂNCIA’ “O direcionamento do certame não teve como objetivo único a apropriação ou desvio de verbas públicas. O desvio de verba pública deu-se como consequência da ganância do acusado, que não se contentou em beneficiar um conhecido, direcionando em seu favor as licitações, mas também proporcionou o empobrecimento do município, ordenando pagamentos indevidos”, afirmou Renata Viana. E foi mais longe, considerando como “drásticas” as consequências para o município. “As consequências são drásticas, uma vez que a exorbitante quantia desviada do município contribuiu para o estado de pobreza em que se encontra a cidade, tomada por moradores de rua e viciados em crack, crianças sem vagas em escolas e creches, ruas sem asfalto, bairros sem saneamento básico e outras mazelas inerentes a um município pobre e ainda lesado.”
O político foi preso durante a Operação Violência Invisível, que apurou o desvio de objetivo de desarticular organização criminosa que desviava recursos públicos de mais de uma centena de cidades de mais de 10 estados, entre eles Minas Gerais, por meio de fraudes em processos licitatórios destinados à aquisição de precatórios judiciais, de acordo com a Polícia Federal. Warmillon está inelegível desde janeiro, quando o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) negou, por unanimidade, o recurso contra sentença do juiz federal de Montes Claros, Alexey Süüsmann Pere, que o condenou a ressarcir os cofres públicos quase R$ 100 mil, além de cassar seus direitos políticos por cinco anos.

Em Janaúba jovem transa com mulher, espalha para vizinhos e é morto pelo pai dela

Crime aconteceu na rua Messias Dias Pereira
(Por CAROLINA CAETANO) Após espalhar para vizinhos que teve um relacionamento sexual com uma jovem, um homem de 24 anos foi assassinado pelo pai dela com uma facada no pescoço, na noite dessa quinta-feira (1º), em Janaúba. O autor do homicídio conseguiu fugir.
De acordo com a Polícia Militar, a confusão começou depois que a mulher ficou sabendo, através do irmão, que Josimar dos Santos Silva estava na rua Messias Dias Pereira, no bairro Ribeirão do Ouro, dizendo para vizinhos que tinha transado com ela.
Irritada, a dona de casa foi tirar satisfações com o homem na frente da companheira dele, que é amiga dela. Nesse momento, Silva ficou nervoso, uma vez que a sua mulher ficou sabendo do caso extraconjugal, e começou a agredir com socos e pontapés a “amante”. A jovem teve vários ferimentos na cabeça.
Assustada com a situação, a mulher do suspeito foi até a casa da amiga e chamou o pai dela, Waldemar José da Silva, de 63. O idoso ficou sabendo dos boatos espalhados na vizinhança e das agressões que a filha estava sofrendo. Querendo defendê-la, ele pegou uma faca de cozinha, foi para fora do imóvel e deu uma facada no pescoço de Silva.
O jovem ainda correu para dentro da casa para tentar se proteger. No entanto, ele não resistiu aos ferimentos e morreu antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Após o crime, Waldemar fugiu em uma motocicleta com a ajuda do filho para a Fazenda Boa Vista, na zona rural da cidade.
Após rastreamento, policiais encontraram o filho de Waldemar, que foi preso por ter dado fuga ao pai. Já o suspeito, segundo populares, fugiu em um Fiat Uno para Montes Claros, na mesma região. Ele ainda não foi localizado.
A ocorrência foi encerrada na Delegacia de Plantão de Janaúba. 

Família revoltada
A morte de Silva por um motivo banal revoltou seus familiares. Na versão do pai da vítima, Joaquim Barbosa da Silva, de 51, o filho e a mulher que ficou ofendida com os comentários já tinham discutido minutos antes.
“Na primeira briga, ela bateu na cara do meu filho e ele a empurrou. Eu consegui separar, mas, depois, ela voltou com o pai e eu não consegui salvar o Josimar”, contou Joaquim.
Na versão dele, ao voltar, a jovem estava com um pedaço de pau e foi acompanhada do pai. Ela teria chamado o homem de vagabundo e o ameaçado de morte. “O Waldemar aproveitou o tumulto e 'enfiou' a faca no pescoço dele (Josimar). Foi uma covardia”, afirmou o homem.
Ainda segundo ele, o filho realmente falou que tinha ficado com uma das filhas do suspeito, mas não citou quem seria. “O Josimar e o Waldemar nunca tiveram problemas. Por causa de uma discussão boba, meu filho perdeu a vida”, desabafou.
Em relação à prisão do autor da facada, Joaquim acredita que ela não aconteça. “Nunca vi nenhum assassino sendo preso em Janaúba. A polícia procurou ele na hora do crime e não achou. Acho que a justiça não vai ser feita”, finalizou.   
O sepultamento de Josimar acontece nesta sexta-feira (2) em Janaúba.


Fonte: O Tempo

Homem morre após ser esfaqueado e outro fica ferido com tiro em Janaúba

Um homem sofreu uma tentativa de homicídio e outro foi assassinado, na noite desta quinta-feira (1), em Janaúba.
A Polícia Militar recebeu uma denúncia de que um homem estava caído próximo a linha férrea, após ter sido atingido por tiros. A vítima, que tinha uma perfuração na perna, foi socorrida e levada para um hospital. Um suspeito do crime já foi identificado e está sendo procurado. A motivação é desconhecida.
O outro crime aconteceu no Bairro Ribeirão do Ouro. Um rapaz de 24 anos foi morto com uma facada no pescoço. O suspeito do crime é um homem de 63 anos. 
Segundo a PM, o jovem estava brigando com uma mulher quando o pai dela o esfaqueou. O suspeito ainda não foi preso.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

Moradores do Projeto Jaíba sofrem com falta de água tratada

Comissões da ALMG debateram o sistema de abastecimento de água nos núcleos do Projeto Jaíba e a precariedade do serviço de segurança pública no município
Em audiência pública no distrito de Mocambinho, também foi debatido o aumento da violência na região.
Mais de 6 mil pessoas que moram no maior projeto de irrigação da América Latina, o Projeto Jaíba, no Norte de Minas, convivem, paradoxalmente, com a falta de água tratada.
Na tentativa de solucionar o problema que se arrasta há anos, foi realizada nesta quarta-feira (30/4/14) uma audiência pública conjunta das Comissões de Segurança Pública e de Assuntos Municipais e Regionalização da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em Mocambinho, distrito do município de Jaíba, onde se concentra a maior parte desses produtores.
Durante a reunião foram apresentadas algumas sugestões e firmados alguns compromissos por autoridades e pelos deputados presentes.
O gerente executivo do Distrito de Irrigação de Jaíba, Marcos Braga Medrado, entregou aos parlamentares um estudo elaborado com todas as diretrizes necessárias para a implantação de uma estação de tratamento de água no local.
Parlamentares se comprometeram
a pressionar os governos estadual e
federal Parlamentares
se comprometeram a pressionar
os governos estadual e federal

Ele garantiu que o distrito tem competência para executar as obras e gerenciar o sistema caso seja implantado.
Segundo ele, dos sete núcleos que formam o Projeto Jaíba, cinco não contam com o serviço de água potável. Os moradores têm acesso a uma pequena quantia de água clorada, sem o tratamento devido para o consumo humano, e são forçados a caminharem por quilômetros para se abastecer na sede do município ou nos núcleos que são atendidos.
Os quatro deputados presentes na reunião - Carlos Pimenta (PDT), Paulo Guedes (PT), Tadeu Martins Leite (PMDB) e Luiz Henrique (PSDB) - se comprometeram a pressionar os governos federal e estadual para arrecadar recursos e implantar o projeto de Medrado.
Os deputados Paulo Guedes e Carlos Pimenta sugeriram visitar a Codevasf, em Brasília, e a presidência da Copasa para pressionar para uma solução imediata. O deputado Tadeu Martins Leite lamentou o fato de pessoas recorrerem à água insalubre dos canais de irrigação para matar a sede. "Água é necessidade básica, é vida. Isso é um absurdo", desabafou.
O prefeito de Jaíba, Enoch Vinícius Campos de Lima, afirmou que já existe um projeto orçado em R$ 5,4 milhões para a implantação de um sistema de abastecimento de água no distrito, que está sendo analisado pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em Brasília.
Ele revelou que já recebeu a notícia de que o projeto será aprovado ainda neste ano.
O engenheiro de obras da Copasa, Cláudio Marques Dias, e o gerente da área de irrigação da Codevasf, Marcos Antônio Egídio, lembraram que o serviço de abastecimento de água só pode ser executado por alguma concessionária escolhida pelo município. A Copasa só tem a concessão da sede do município e, por isso, segundo Cláudio Dias, não pode se responsabilizar pelo problema da área do Projeto Jaíba.

Aumento de assaltos assusta moradores do Projeto Jaíba
Outro assunto tratado na audiência pública foi o aumento do número de assaltos no distrito de Mocambinho. Também neste assunto, as notícias foram positivas.
O deputado Luiz Henrique assegurou que recebeu do Poder Executivo a garantia de implantação da polícia rural no distrito já nos próximos 30 dias e de um pelotão da Polícia Militar até o final do ano. De acordo com o parlamentar, também deverá ser construído, até janeiro de 2015, um centro socioeducativo com capacidade para atender 40 jovens em conflito com a lei, um investimento de R$ 1,25 milhão. "Dos crimes registrados aqui (em Mocambinho), 70% são cometidos por menores" disse ele.
Os participantes da audiência pública lamentaram o clima de insegurança que se instalou no distrito. Eles também reclamaram da falta de policiais: são apenas cinco militares e nenhum da Polícia Civil, que só tem policiais na sede do município.
O presidente da Câmara Municipal, vereador Júnior Leonir, citou o exemplo do banco cooperativo Sicoob, única instituição que mantém uma agência em Mocambinho, que foi vítima de seis assaltos neste ano. O empresário Reginaldo Antônio da Silva afirmou que a partir das 18 horas os moradores se recolhem nos lares para evitar os assaltos. "Ninguém pode sair; as pessoas estão sendo roubadas todo dia e toda hora", reclamou.
O comandante do 51º Batalhão da Polícia Militar em Janaúba, tenente-coronel Alexandro da Silva Almeida, explicou que 93% dos crimes cometidos no Jaíba e o mesmo índice de vítimas desses assaltos envolvem pessoas que não moram na área, o que dificulta o controle. Ele afirmou que até junho a Secretaria de Estado de Defesa Social deve enviar mais um policial para Jaíba, e até setembro aumentará o efetivo, após a formatura de novos praças.
Ele também confirmou que já está em estudo a criação de um pelotão da PM em Mocambinho. "Mas nada disso resolverá o problema totalmente se não houver o envolvimento da própria comunidade", advertiu. O oficial disse que também pretende instalar em Jaíba o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) para combater o uso de entorpecentes.
O delegado de Jaíba, Breno Barbosa Itamar de Oliveira, reclamou que a cidade não conta com fórum nem cadeia, o que obriga os policiais civis a se deslocarem até 70 quilômetros para registrar uma ocorrência. Para ele, isso prejudica o trabalho da Polícia Civil na investigação dos crimes no município. "Não tem como trabalhar sem auxílio do Poder Judiciário e do Ministério Público", criticou.
De acordo com o delegado, a ausência de um centro de internação para menores infratores também é um grave problema. Os adolescentes que cometem crimes são levados para outros municípios, mas acabam sendo soltos por falta de vagas nas instituições apropriadas. "Com esse prende e solta, não há polícia que dê jeito", desabafou. Breno Oliveira afirmou que dos 100 presos detidos na cadeia de Manga, 75% são de Jaíba.
O prefeito Enoch de Lima admitiu o aumento da violência, mas lembrou que tem restrições constitucionais para cuidar da segurança armada, podendo gerir apenas a guarda patrimonial. Ainda assim, a prefeitura estabeleceu convênio com a PM para assegurar melhores condições de trabalho à corporação, assumindo gastos com infraestrutura básica, como consertos das viaturas e despesas com internet.
Compromissos dos deputados – Os deputados presentes na audiência pública se indignaram com os problemas relatados e se comprometeram a pressionar os órgãos públicos para cobrar uma solução. "Todas as reivindicações serão transformadas em requerimentos e daremos uma resposta", afirmou o deputado Carlos Pimenta. De fato, ao final da reunião foram aprovados requerimentos de providências aos diferentes órgãos públicos para atendimento das demandas apresentadas.
O deputado Tadeu Martins Leite sugeriu a implantação de medidas preventivas para combater o uso de drogas que, para ele, é o fator principal da ocorrência de crimes. "Não tenho dúvida de que cerca de 90% dos crimes estão ligados diretamente às drogas", afirmou.
O deputado Paulo Guedes, autor do requerimento para a realização da audiência juntamente com o deputado Cabo Júlio (PMDB), defendeu que a Polícia Militar crie uma força-tarefa no distrito para desmantelar quadrilhas que já estariam atuando na área. Ele também reivindicou mais estrutura para as polícias, como a implantação de uma delegacia em Jaíba. "O aumento da criminalidade no Jaíba está assustando; o índice de violência na região aumentou mais do que em qualquer outra região do Estado", afirmou. E o deputado Luiz Henrique se comprometeu a continuar negociando com o Executivo o cumprimento das promessas já realizadas.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Polícia recupera carga de móveis avaliada em R$ 70 mil

Carga seria levada para o Rio Grande do Norte
Dez pessoas foram detidas suspeitas de envolvimento em um roubo de carga no norte de Minas Gerais. A carga de móveis está avaliada em R$ 70 mil.
A Polícia Militar conseguiu encontrar o material por meio de uma denúncia. Os móveis, que foram roubados em outubro do ano passado, perto da cidade de Jequitaí, estavam em um caminhão tipo baú.
O material seguia para o Rio Grande do Norte. Entre os dez detidos, três são menores. Eles teriam sido contratados para descarregar os móveis. Dois deles já têm passagens pela polícia.
Um bloqueador de satélite foi encontrado na casa de uma das mulheres presas. O equipamento, conforme a PM, é muito usado para o roubo de cargas.
O homem apontado como o mandante do crime, Aroldo Gomes Cardoso Júnior, conhecido como Juninho, conseguiu fugir e ainda está sendo procurado.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Esquema de fraude e sonegação é desmontado em Espinosa

Foi desarticulado na quarta-feira, pela Receita Estadual e Ministério Publico Estadual, com apoio da Policia Militar, um esquema de sonegação montado por duas conhecidas empresas de materiais de construção de Espinosa ( extremo Norte de Minas),que, conforme as investigações causou prejuízos de R$ 5,4 milhões ao Estado. 
De acordo com o delegado regional da Receita Estadual e Montes Claros, Gilmar Soares Barbosa, os empresários montaram uma empresa de fachada em Urandi (BA), em nome da qual eram emitidas as mercadorias adquiridas por eles. Só que os produtos eram vendidos em Espinosa, sem nota fiscal. Para aplicar a fraude, eles se valeram da diferença de 11% na alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre materiais de construção nos dois estados: Minas Gerais (18% e Bahia (7%).
Na operação “Mega Fronteira” (referência ao nome de fantasia de uma das firmas investigadas) foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas empresas e três residências de Espinosa. Segundo a Receita Estadual, as empresas investigadas contratou os serviços do contador Afonso Celso Soares, que, em setembro de 2013, foi sentido em operação de combate à sonegação no ramo de combustíveis em Bocaiúva (também no Norte de Minas).


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

terça-feira, 29 de abril de 2014

Geraldo Magela, o Ceguinho estará em Janaúba

Magela e Silvio Santos
No dia 17 maio as 21 horas no Centro Cultural do Sindicato Rural, Janaúba terá de forma inédita, a apresentação de um dos maiores nomes do humor brasileiro, Geraldo Magela, ou como é carinhosamente chamado,"Ceguinho". Um super humorista fazendo uma apresentação espetacular em Janaúba do seu mais novo show: "Só quero ver na Copa". Para aqueles que desejam assistir o espetáculo do humorístico, basta adquirir seu ingresso nos pontos de vendas, na Água de Cheiro ou no quiosque da Kibon.



O Artista
Geraldo Magela é o melhor humorista cego do Brasil. Mesmo porque, só tem ele.  Antes de ser humorista, na infância, foi vendedor de picolé, refresco, bolinho de espinafre, carregador de feira. Quando adulto, fez como a maioria dos deficientes visuais: vendeu loteria. Um tremendo pé frio, não vendeu um prêmio sequer. Também fez locução em lojas, anunciando produtos do tipo: camisas que depois de lavadas servem para o irmão mais novo, calças que depois de lavadas viram bermudas. Sempre de um jeito diferente, Geraldo Magela ficava escondido, anunciando os produtos fazendo imitações de personagens famosos, dando a entender que os mesmos estavam ali presentes.
A carreira artística começou no rádio.  Como ouvinte, ganhou um concurso em um programa do maior nome do rádio mineiro, Aldair Pinto. O prêmio: uma lata de café de 2 kg, que tinha, na verdade, 1kg e 250g. Mas, Aldair Pinto pediu que Geraldo Magela fizesse algumas imitações e o convidou a participar do seu programa. Depois, passou a ter um programa só seu e trabalhou em diversas rádios mineiras. Rádio Incofidência, Rádio Capital, Rádio Itatiaia.
A primeira experiência na televisão foi na Rede Minas, apresentando um programa de rádio dentro da TV, chamado “Rancho Fundo”. No teatro começou com a peça “Radioatividade”, uma programação de um dia em uma rádio feito no palco. Logo depois, apresentou o show “Cegos, mancos e loucos” com Kaquinho Big Dog. Cego era ele, Kaquinho era o manco e os loucos eram os que iam assisti-lo.
Em 1996, Geraldo Magela lança o show que o consagrou “Ceguinho é a Mãe”, no programa “Jô Soares Onze Meia”, ainda no SBT. A partir daí sua carreira decolou. E o humorista participou dos principais programas de televisão do país. Além disso em 2011 Geraldo Magela teve a oportunidade de trabalhar com o diretor Pablo Villaça ao ser convidado a participar do curta “Morte Cega”, comprovando seu talento também como ator.
Sobre sua experiência no cinema, o diretor/roteirista do filme “Morte Cega” diz: “Trabalhar com o Magela no filme “Morte Cega” foi um prazer e uma surpresa. Um prazer por ter um ator não apenas dedicadíssimo que chegou super preparado para as filmagens, mas que também divertiu toda a equipe ao longo das várias horas nos sets; e surpresa por perceber como mesmo nunca tendo atuado no Cinema, Geraldo criou não uma, mas DUAS versões do mesmo personagem, revelando-se mais do que um comediante talentoso, mas também um ator versátil.”


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

Dois são assassinados em Pirapora e Várzea da Palma

Dois homens foram assassinados em duas cidades do Norte de Minas Gerais, nesta segunda-feira (28). Em Pirapora, um rapaz de 21 anos morreu depois de ser baleado. Além dele, outro de 22 também foi atingido por tiros. Segundo a Polícia Militar, os crimes têm relação com o tráfico de drogas. Ainda não há suspeitos.
A polícia também procura pelos suspeitos de matarem um homem de 50 anos. De acordo com a PM, a vítima apresentava vários ferimentos na cabeça, possivelmente causados por pedradas. A motivação do crime é desconhecida.


Pablo de Melo
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Integrantes dos quilombolas de Verdelândia, São João da Ponte e Varzelândia fazem manifestação na porta do TJMG

Em torno de 70 integrantes da Associação Quilombola Brejo dos Crioulos fazem uma manifestação na porta do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) na manhã desta terça-feira (29).
De acordo com a assessoria de imprensa do órgão de Justiça, o presidente da associação, José Carlos, informou que o grupo quer a nulidade de processo sobre prisão de cinco quilombolas por suspeita de matar pistoleiro em um dos terrenos onde vivem 3.000 pessoas no norte de Minas. Os acampamentos são montados nas cidades de Verdelândia, São João da Ponte e Varzelândia.
Advogados da associação já entraram com recurso pedindo a anulação do processo que seria julgado na tarde desta terça (29), já que o mesmo seria repleto de vícios. José Carlos contou que, há 14 anos, os quilombolas sofrem com massacres de pistoleiros e matadores de aluguel e que, em um desses confrontos, um assassino foi morto. Com isso, a Justiça pediu a prisão dos cinco quilombolas, mas apenas um já foi solto. Para o presidente da associação, a Justiça só agiu em favor dos latifundiários e, por isso, o processo tem que ser suspenso.
O julgamento foi adiado para a próxima terça-feira (6) porque o relator do processo, Joubert Carneiro, pediu vistas ao processo.


Pablo de Melo
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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Caminhoneiro fica ferido em acidente na BR-251 em Francisco Sá

Um caminhoneiro ficou ferido em um acidente na madrugada desta segunda-feira (28), na serra de Francisco Sá, no Norte de Minas Gerais. O trânsito segue em meia pista.
Segundo as informações da Polícia Rodoviária Federal, o caminhão dirigido por ele tombou na rodovia. O veículo transportava gesso. O Corpo de Bombeiros foi chamado para retirar o caminhoneiro que ficou preso às ferragens.
Após ser socorrido, o condutor foi encaminhado para um hospital de Francisco Sá.


Pablo de Melo
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Concurso em Riachinho-MG é julgado irregular

(Por Fábio Oliva) O Edital de Concurso Público nº 001/2013 (processo 887.975), da Prefeitura de Riachinho, no Norte de Minas, foi julgado irregular pela Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado (TCEMG). A seleção, realizada para ocupar cargos efetivos do Executivo Municipal que estavam vagos, foi homologada em dezembro do ano passado. Durante sessão do dia 10 de abril de 2014, o Conselheiro Cláudio Couto Terrão (foto), relator da matéria, apresentou voto considerando irregulares: a restrição da forma de requerimento de isenção do pagamento da taxa de inscrição, a ausência de reserva de vaga aos candidatos portadores de necessidades especiais para os cargos de Assistente Administrativo e de Técnico em Enfermagem, e a pontuação excessiva atribuída à prova de títulos. Por tudo isso, o Tribunal multou o Prefeito do município em R$ 3 mil e determinou a observação da reserva de vagas para os portadores de necessidades especiais.


Pablo de Melo
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Dois homens são atingidos por tiros em Montes Claros e Janaúba

Dois homens ficaram feridos em duas tentativas de homicídio no Norte de Minas, neste domingo (27). Um dos crimes foi no Bairro Renascença, em Montes Claros. A vítima estava na Avenida Três Poderes, quando dois homens de moto se aproximaram e atiraram várias vezes.
Segundo as informações da Polícia Militar, o homem foi atingido no rosto, braços, mãos, costas e perna. Uma equipe do Samu prestou socorro.
A outra tentativa de assassinato foi em Janaúba. Um menor de 17 anos foi atingido por vários tiros quando estava no Bairro Dona Lindú, voltando para casa. Um homem de moto sacou um revólver e atirou seis vezes. O adolescente foi atingido por dois disparos. Ele foi socorrido pelos bombeiros e levado para um hospital.
A polícia ainda faz buscas para localizar os suspeitos dos dois crimes.


Pablo de Melo
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Frigorífico Kaiowa, em Janaúba, voltará a funcionar em 60 dias

Maior parte da produção do frigorífico seguirá para outros países
O Frigorífico Kaiowa, instalado em Janaúba, desativado há anos, vai retomar suas atividades dentro de 60 dias pelo novo dono, o Frigorífico Minerva. O anúncio foi pelo presidente do grupo, Ibar Vilela Queiroz, em reunião com lideranças e pecuaristas do Norte de Minas na sede da Sociedade Rural de Montes Claros. A planta foi arrematada pelo Minerva por R$ 40 milhões em leilão da massa falida do Kaiowa, em 20 de fevereiro, em São Paulo. A empresa vai receber as instalações amanhã.
De acordo com Vilela Queiroz, o frigorífico será reativado com o abate inicial de cerca de 200 a 300 cabeças de bovinos por dia. Mas, a meta é chegar a 700 animais diariamente, aproveitando a capacidade de abate de 800 cabeças diárias. “Inicialmente, vamos tomar pé da situação. Sabemos que, de imediato, temos que contar com a ajuda da Cemig. Já nos reunimos com a companhia porque precisamos de muita energia no frigorífico. Em 60 dias devemos estar em pleno funcionamento”, afirmou Ibar Queiroz. Serão gerados 400 empregos. Segundo ele, 80% da produção de carne do frigorífico de Janaúba será destinada à exportação, especialmente para a Europa e Oriente Médio. 
A holding Minerva Foods opera 12 plantas de abate e desossa e 11 centros de distribuição em 10 estados brasileiros, no Paraguai e Uruguai, com uma capacidade diária de abate de mais de 11.500 cabeças de gado e de desossa de 2.240 toneladas de carne bovina. Além disso, tem unidades operacionais na América do Sul e escritórios próprios na Rússia, Argélia, Arábia Saudita, Itália e Estados Unidos. O grupo já realizou vendas em 90 países. 
Inaugurado na década de 1970, ainda com o nome de Frigodias, o frigorífico de Janaúbas foi adquirido pelo Kaiowa na década de 1980. A indústria encerrou as atividades em 1990, quando o Kaiowa decretou falência e desativou as unidades espalhadas pelo país. Em 2006, foi arrendado pelo Grupo Independência e voltou a funcionar, mas fechou posteriormente. O presidente da Sociedade Rural de Montes Claros, Osmani Barbosa Neto, afirma que a reativação do frigorífico, além da geração de emprego e renda, é um novo alento para os pecuaristas norte-mineiros, que, nos últimos anos, acumularam perdas de reses, que morreram de fome e sede, por conta da estiagem rigorosa. “Houve perdas, mas o rebanho da região está sendo recuperado. Com o retorno do funcionamento do Kaiowa haverá a redução de custo para os pecuaristas da região, que hoje são obrigados a vender para frigoríficos do Triangulo Mineiro ou de perto de Belo Horizonte.”


Pablo de Melo
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