A cidade de Manga, no Norte de Minas Gerais, vive dias de tensão, indignação e incerteza após o forte temporal que inundou ruas, destruiu muros e deixou famílias inteiras em desespero. E agora, o drama ganhou um novo capítulo: o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou um procedimento administrativo para investigar a eventual responsabilidade do poder executivo municipal diante dos estragos causados pela chuva.
A decisão, anunciada nesta sexta-feira (28), caiu como uma bomba política no município governado pelo prefeito Anastácio Guedes (PT), que afirma não ter sido notificado.
Enquanto a população tenta se recuperar do susto, o MP promete rigor.
Ministério Público entra em cena
Segundo o órgão, a investigação vai apurar ações e omissões da administração municipal que possam ter agravado os impactos do temporal — que em menos de três horas despejou 150 mm de chuva sobre a cidade.
Em nota, o MPMG foi direto:
Serão avaliadas todas as medidas tomadas (ou não) antes, durante e depois da enxurrada, além de acompanhar pessoalmente a reorganização dos serviços públicos essenciais.
A instituição já adiantou que requisitará informações detalhadas tanto da Prefeitura quanto do Governo do Estado sobre planos de prevenção, fiscalização e resposta aos danos.
Uma reunião de emergência entre representantes do município, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar deve ocorrer nos próximos dias, indicando que a situação é considerada grave e prioritária.
A noite em que Manga parou
O temporal da última quinta-feira (27) transformou as áreas baixas da cidade em verdadeiros corredores de água e lama.
Os bairros mais atingidos foram o Centro e o Nova Brasília, onde o volume de chuva fez córregos transbordarem, invadindo residências e arrastando móveis, eletrodomésticos e sonhos.
Pelo menos 15 famílias tiveram de abandonar suas casas às pressas e buscar abrigo improvisado na casa de parentes, vizinhos e amigos.
Apesar do cenário assustador, a Defesa Civil confirmou que ninguém ficou ferido e que não há desabrigados, embora o prejuízo material seja expressivo.
Dois muros desabaram e diversas ruas ficaram intransitáveis.
Desconfiança, revolta e cobrança
A abertura do procedimento pelo Ministério Público reacendeu discussões que circulam entre os moradores há anos:
— Houve falta de prevenção?
— As obras de drenagem são suficientes?
— A prefeitura agiu a tempo?
Enquanto o MP busca respostas, a população quer atitude.
O prefeito Anastácio Guedes, surpreendido pela repercussão, limitou-se a afirmar que ainda não foi oficialmente notificado, mas garantiu que sua equipe está empenhada em auxiliar as famílias afetadas.
Manga no centro das atenções
Agora, todos os olhos se voltam para o desdobramento da investigação.
A cidade — já fragilizada pelos estragos do temporal — entra em um período de pressão política e expectativa popular.
De um lado, moradores tentando reconstruir a rotina.
Do outro, o Ministério Público cobrando respostas.
E no meio disso tudo, a Prefeitura de Manga enfrentando talvez um dos momentos mais críticos da atual gestão.
A única certeza é que a tempestade que caiu sobre Manga não foi apenas climática — ela abriu um turbilhão de questionamentos que promete movimentar os próximos dias no município.
Mesmo com previsão de temporal, o poder público foi omisso e irresponsável, uma das comportas para escoamento estava fechada. Só abriram após a população questionar nada redes sociais. Tem vídeo com horário da abertura 21:50.
ResponderExcluirA população revoltada com o descaso do poder executivo, aguarda investigação.
ResponderExcluirSão Pedro, como fica nessa história?
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