Escravidão no Norte de Minas: 51 trabalhadores são resgatados em Jaíba, Matias Cardoso, Bocaiuva e outros municípios

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Operação encontrou trabalhadores em propriedades rurais em situações classificadas pela fiscalização como análogas à escravidão. Cinco adolescentes estavam entre os resgatados. Falta de água potável, ausência de banheiros, alojamentos precários e trabalhadores sem registro estão entre as irregularidades apontadas. Uma operação realizada durante o mês de agosto revelou um cenário alarmante no Norte de Minas Gerais. Ao todo, 51 trabalhadores foram resgatados de condições classificadas pela fiscalização como análogas à escravidão, em propriedades rurais de Jaíba, Matias Cardoso, Bocaiuva, Berilo e Jequitaí. O número impressiona, mas outro dado torna o caso ainda mais grave: entre os 51 trabalhadores resgatados, cinco eram adolescentes. A força-tarefa foi conduzida por Auditores-Fiscais do Trabalho, com apoio da Polícia Federal e da Polícia Militar e participação do Ministério Público do Trabalho (MPT). Fiscalização encontra cenário degradante As equipes chegaram a propriedades dedicadas a...

Grupo é denunciado por vender madeira nobre ao exterior

O Ministério Público Federal (MPF) em Minas Gerais denunciou à Justiça 23 pessoas acusadas de integrarem uma quadrilha especializada em contrabando de madeira nobre brasileira, principalmente jacarandá extraído na Bahia. A madeira era exportada para países como Estados Unidos, Canadá e Japão com uso de notas fiscais fraudadas para passarem por órgãos de fiscalização como se fossem outras espécies vegetais, principalmente caviúna.
O esquema foi descoberto em 2007, por meio da Operação Woodstock, realizada em conjunto pela Polícia Federal brasileira e pelo órgão ambiental norte-americano US Fish an Wildlife. Na ocasião, os agentes descobriram que a quadrilha já havia mandado mais de 13 toneladas de madeira de lei brasileira para o exterior por meio de kits enviados pelos correios, além de pelo menos outras 33 toneladas despachadas pelo porto de Vitória (ES).
As investigações revelaram também que o esquema contava com a participação de integrantes espalhados por vários Estados, principalmente donos de serrarias que emitiam as notas fiscais fraudadas. O grupo, segundo o MPF, era comandado por um casal de empresários proprietário de uma serraria em Minas, que vendiam a maior parte da madeira de lei para a produção de instrumentos musicais.
As serrarias foram interditadas durante a operação policial. Os acusados vão responder processo por crime ambiental, além de formação de quadrilha, contrabando, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro.



Pablo de Melo

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