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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Criança de 5 anos morre depois de ser atropelada por moto em Januária

Um criança de 05 anos morreu depois de ser atropelada por uma motocicleta na noite desta quinta-feira (14), em Januária, no Norte de Minas Gerais. De acordo com informações da Polícia Militar, a criança estava na rua Montalvânia, quando foi atingida pela moto.
A mãe de criança disse à polícia que ela e o filho estavam saindo de um culto evangélico quando o motociclista, que seria cego de um olho, passou em alta velocidade e atropelou a criança.
Ainda segundo a polícia, o motociclista fugiu do local, mas foi preso no fim da tarde desta sexta-feira. A criança foi levada para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

Gangues matam rivais e assustam população em Bocaiúva

Jovens foram presos com arma e drogas na casa de membro de quadrilha assassinadoRecord Minas
(R7) A disputa entre gangues tem tirado o sossego dos moradores de Bocaiúva, cidade do norte de Minas. Somente nesta semana, dois jovens foram mortos por rivais e três foram presos. Outras duas pessoas estão foragidas. Segundo a Polícia Civil, há 14 mandados de prisão contra os integrantes dos grupos.
Leandro Nascimento de Aquino, 22 anos, foi assassinado na segunda-feira (11) na porta da casa da namorada. Segundo o delegado Adalberto Ferreira, o chefe do tráfico não aceitou sua saída da gangue para "trabalhar" sozinho.
— Ele abandonou uma quadrilha de tráfico de entorpecentes. Quando resolveu deixar o bando e fomentar o tráfico de forma autônoma, o comando da facção resolveu executá-lo.
Um dia depois, Cleiton Patricio Franco, 23 anos, foi morto com quatro tiros ao lado da delegacia.
Os suspeitos pelos crimes, Rafael Henrique Silva Pereira e Romildo Soares de Oliveira, estão foragidos. Dois irmãos menores de idade que ajudaram nos crimes foram detidos e liberados. Duas armas foram apreendidas.
Na casa de Cleiton foram presos Bruno Fabrício Oliveira Silva, Cristian Henrique Silva, e Daniel Henrique Alves Ferreira. Eles guardavam 71 pedras de crack e um revólver cromado. O trio responde por um homicídio ocorrido em maio.

Internauta reclama da situação de avenida em Januária

(G1) Um morador da comunidade de Riacho da Cruz em Januária, Norte de Minas, se diz insatisfeito e preocupado com as más condições estruturais da via onde mora. A Avenida Antônio Correia e Silva, segundo Sebastião Rodrigues de Oliveira, é a principal via da comunidade, mas até o transporte coletivo deixou de atender a região, por causa dos buracos na via.
“Moro aqui há 22 anos e estamos sofrendo muito com a situação que persiste há anos. Conheço pessoas que caíram e se machucaram ao passarem por essa Avenida”, afirma.
O internauta afirma que moradores já procuraram a prefeitura para pedir manutenção na via, mas nunca obtiveram resposta positiva para sanar o problema. “A população já procurou a prefeitura e a mesma alega não ter recurso ou previsão para iniciar obras neste sentido”, afirma Oliveira.
Nota da redação: A prefeitura de Januária informou em nota que um convênio no valor de R$ 1,5 milhão foi assinado no dia 24 de outubro. A verba do convênio, segundo a nota, será destinada a obras de asfaltamento em três quilômetros de vias na comunidade Riacho da Cruz, além da compra de máquinas para recuperação de estradas vicinais no município.
Ainda segundo a nota, a prefeitura aguarda a Ordem de Serviços do Governo Estadual para que seja feita licitação e, assim, dar início às obras de asfaltamento na comunidade.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Moradores de Bocaiuva ficam sem teto por falta de energia

Cinquenta casas construídas por meio de um programa habitacional estão longe de serem entregues aos donos em Bocaiuva, no Norte de Minas. A demora na instalação da energia nos imóveis impede a mudança dos moradores.
O problema se arrasta há cinco meses, quando as residências ficaram prontas. A rede de água também estava pendente, mas foi concluída há cerca de uma semana.

“Desde o início do cadastramento, garantiram que ocuparíamos as casas em julho. Agora, nem prazo nós temos”, diz o frentista Luiz Carlos da Silva, de 36 anos, um dos contemplados no programa.
 
O conjunto habitacional Geraldo Agenor Veloso foi construído graças a uma parceria entre a Prefeitura de Bocaiuva e o governo de Minas. Foram investidos R$ 2,3 milhões, sendo R$ 790 mil em recursos do Estado, R$ 1,3 milhão do governo federal e R$ 180 mil de contrapartida do município, por meio da doação do terreno e da realização de obras de infraestrutura.

Peneira

Para conquistar a casa própria, os moradores passaram por uma espécie de triagem. Foi verificada a renda per capita (de até um salário mínimo), condições de risco e número de pessoas por família. Cada beneficiário terá que pagar o financiamento social, no valor de R$ 80 por mês, por 25 anos.

De acordo com a Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab), o acerto das parcelas só irá começar após a entrega das chaves. Mas não há previsão para isso acontecer, devido à pendência relativa à luz.

Ilusão

Desempregada, a “garota propaganda” do conjunto habitacional, Elizabeth de Fátima Honorato, de 37 anos, espera, apreensiva, por uma solução.

Mãe de cinco filhos, a cabeleireira foi protagonista da campanha de marketing feita pelo município para a “inauguração” das casas.
“Disseram que a foto seria veiculada assim que o imóvel fosse entregue. Fizeram uma revista com a foto da minha família, mas até agora não sei quando receberei as chaves”, desabafa.

Falta de tempo

A Prefeitura de Bocaiuva contesta o atraso na distribuição das chaves e alega que o problema ocorre devido à “falta de agenda para atendimento da Cemig”.

“Entregamos o projeto para que a energia elétrica fosse instalada. Agora aguardamos a concessionária, que deve concluir o serviço no fim de janeiro do ano que vem”, diz o prefeito Ricardo Afonso Veloso.

Longe de ônibus, escola e posto de saúde

Além da morosidade na liberação das moradias, as famílias selecionadas para ocupar o conjunto habitacional Geraldo Agenor Veloso enfrentarão o desafio de viver em uma região sem serviços básicos como escola, posto de saúde e transporte público.

Cercados por uma área verde e tendo como vizinho apenas o conjunto habitacional Brás Lopes, os moradores cobram melhorias na infraestrutura.

“No início, recebemos a promessa de que um posto de saúde e uma escola seriam construídos. Se nem as casas foram entregues, imagine o resto”, diz Maria Aparecida Borges, de 47 anos.

Segundo o secretário Municipal de Desenvolvimento Social, Antônio Clarete Veloso, as demandas serão atendidas. “As famílias estão sendo acompanhadas por assistentes sociais, e haverá prioridade para a matrícula das crianças em escolas próximas”.


Atraso se repete

Em 2010, 74 famílias do conjunto Brás Lopes tiveram que acionar a Justiça para entrar em casa.

“Devido à troca de gestão, quase perdemos o cadastro. Quando recorremos à Justiça, conseguimos manter a inscrição e receber as chaves”, diz Ermedina Alves, de 47 anos.

Cemig pede nove meses para instalar rede elétrica
 
Para quem depende das casas populares em Bocaiuva, a falta de informação traz angústia e insegurança. A prefeitura garante que as obras transcorrem normalmente e afirma que tudo ficará pronto no início do ano que vem, mas a Cemig contesta esse prazo.
Em nota, a companhia informou que a administração municipal encaminhou o projeto para a instalação da rede de energia do conjunto habitacional somente no fim de setembro. O serviço deverá ser concluído em 270 dias, o que adia para os últimos dias de junho de 2014 o término da instalação.


No Aperto

Elizabeth de Fátima Honorato, de 37 anos, mora de aluguel e está preocupada com o “jogo de empurra”. A cabeleireira não tem emprego fixo e precisa de R$ 200 por mês para abrigar a família. O local tem estrutura precária e está à venda. “Sempre passo pela humilhação de emprestar as chaves para o proprietário. Há dias em que deixo meus filhos com fome, pois tenho que pagar o aluguel”.

Márcia Maria dos Santos, de 33 anos, também espera por uma definição. Ela divide com seis filhos um barracão de três cômodos. Sem emprego fixo, vive com menos de R$180 por mês.

“Não tenho como abrigar as crianças em outro lugar. Estou passando dificuldades e a casa ajudaria muito a diminuir as despesas”.

Prefeituras do Norte de Minas fecham as portas nesta quinta-feira

Prefeitos do Norte de Minas vêm discutindo
formas de chamar atenção do Governo Federal.
(Foto: Valdivan Veloso/G1)
(G1) Prefeituras do Norte de Minas vão fechar as portas nesta quinta-feira (14) em manifesto contra os valores recebidos pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM). 
Os administradores realizam ato público no auditório da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS), em Montes Claros, em prol do aumento no repasse do FPM, renegociação com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e revisão do Pacto Federativo.  
Segundo o presidente da AMANS e prefeito de Mirabela, Carlúcio Mendes, os valores recebidos pelo repasse federal variam mês a mês. “A proposta é para que seja feito um reajuste no repasse do FPM. Queremos que ele não seja feito com tanta oscilação. Os municípios precisam receber um valor real para, assim, realizar algum planejamento”, afirma.  
De acordo com a AMAMS, prefeituras da região têm encontrado dificuldades até mesmo para pagar contas de água, luz e telefone. Um dos fatores que têm contribuído com a crise, segundo Mendes, tem sido a retenção de recursos pela receita federal para quitar dívidas com o INSS.  
"Todos os municípios têm sofrido com as retenções. Inclusive, o prefeito de Cônego Marinho me confidenciou que atualmente não tem nem condições de administrar por causa das retenções. Ele chegou a ficar três meses sem receber o salário", afirma o presidente. Prefeitos de municípios pertencentes à Associação Mineira do Médio São Francisco (AMMESF) também participam da paralisação. Segundo a presidente da Ammesf e prefeita de Claro dos Poções, Maria das Dores Oliveira Duarte, as arrecadações dos próprios municípios não são suficientes para cobrir os gastos da prefeitura.  
“Para se ter uma ideia, não dispomos de recursos para a manutenção dos serviços básicos, como saúde, educação, transporte, limpeza e pagamento dos funcionários, e nem mesmo para outros investimentos, como infraestrutura urbana e rural”, afirma.

Ossada humana é encontrada embaixo da Ponte Branca, na BR-365

Uma ossada humada foi encontrada nessa quarta-feira (13), na BR-365, embaixo da Ponte Branca, saída de Montes Claros para Pirapora, no Norte de Minas Gerais. Segundo informações da Polícia Militar, a perícia compareceu ao local e liberou a ossada para o Instituto Médico Legal. 
Ainda segundo a PM, populares chegaram a comentar que o corpo estaria no local há mais de um ano, mas não teria sido encontrado devido ser uma região de difícil acesso. A ossada seguiu para o IML para identificação.
 
 
Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Dois menores também foram apreendidos em Janaúba e Montes Claros

Dois menores foram apreendidos e dois homens presos suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas no Norte de Minas na noite dessa terça-feira (12). Em Montes Claros, segundo a Polícia Militar, durante patrulhamento um homem de 20 anos foi abordado na Vila Telma, com ele a PM encontrou 10 papelotes de cocaína, cinco pedras de crack e uma bucha de maconha embalada para comércio. Ele foi preso e encaminhado para a delegacia de Policia Civil.
Em Janaúba, dois menores, um de 16 e 17 anos, foram apreendidos juntamente com um maior de 32 anos. A polícia localizou os envolvidos no bairro Dente Grande. Com eles, a PM encontrou duas buchas de maconha e uma motocicleta que era conduzida pelo maior, que não possuía carteira de habilitação.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Jovem é detido após tentar estuprar três meninas em Brasília de Minas

Um jovem de 21 anos foi detido por um policial militar que estava de folga, depois de tentar estuprar três garotas menores de 18 anos, nesse domingo (10), em Brasília de Minas, na região Norte do Estado. O homem utilizou uma bicicleta para chegar às vítimas.
Segundo a Polícia Militar (PM), Marcos Vinícius Soares Brito entrou na casa de uma menina, no bairro São João, a agarrou e tampou a boca dela. Contudo, uma outra pessoa que estava na casa gritou por socorro e com medo, Brito fugiu, sem concretizar o ato.
Com sua bicicleta, ele se dirigiu ao bairro Botelho e ao entrar na casa de uma outra menina, segurou-a pelo cabelo e tentou uma relação sexual forçada. Porém, a jovem conseguiu se desvencilhar e ele fugiu.
Durante a fuga, encontrou uma outra menor e a puxou pelo cabelo, mas não conseguiu imobilizá-la. A menina conseguiu fugir e encontrou com um policial militar que estava de folga. Ele a socorreu e fez buscas por Brito, a partir das características passadas pela adolescente. O militar encontrou o suspeito andando pela rua e o conduziu para delegacia. Ele apresentava escoriações pelo corpo, machucados que foram provocados pelas adolescentes, que tentavam se defender.
As três vítimas, que tem idades entre 12 e 17 anos, reconheceram Brito e também a bicicleta que utilizava. Ele não tinha passagens pela polícia.
Segundo a Polícia Civil, Brito ficará preso na Cadeia Pública de Brasília de Minas. O jovem ainda não foi ouvido.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

Rapaz de 22 anos é assassinado a tiros em Bocaiuva

Um rapaz de 22 anos foi morto a tiros na noite dessa segunda-feira (11) em Bocaiuva, no Norte de Minas Gerais. Segundo informações da PM, a vítima estava no bairro Nossa Senhora Aparecida, quando foi abordada por dois homens, que chegaram atirando.
Ainda de acordo com a polícia, o rapaz foi atingido por vários disparos e morreu no local.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

Aluna de Medicina tem matrícula cancelada por fraudar cota de universidade do norte de MG

(R7) Uma aluna do curso de Medicina da Unimontes (Universidade Estadual de Montes Claros), no norte de Minas, teve a matrícula cancelada por ter fraudado documentos ao se inscrever no sistema de cotas. As irregularidades foram identificadas por integrantes da própria instituição de ensino e apresentadas ao MP (Ministério Público).
Bianca Cardoso Portugal começou a cursar Medicina no segundo semestre deste ano por meio exatamente do sistema de cotas. No entanto, a documentação apresentada por ela não condizia com a verdade.
Para fraudar os documentos, a universitária teria contado com a ajuda dos pais, namorado e sogro, que também são investigados. Ela se declarou afrodescendente e mentiu em relação à renda familiar.
Nos documentos, consta que o rendimento familiar de Bianca é de cerca de R$ 1.700 reais por mês. Entretanto, durante as investigações, foi descoberto que, só em 2012, a declaração de renda da mãe da estudante foi mais de R$ 140 mil. Além disso, a universitária ainda forjou um contrato de locação de imóvel com a ajuda do namorado e do sogro. Foi informado que ela morava nessa casa com a família e que todos pagavam R$ 500 pelo aluguel. Porém, há pouco tempo, a mãe da jovem comprou carro no valor de R$ 52 mil e, frequentemente, viaja para o exterior.
Diante de tantas provas, o MP confirmou a fraude e ordenou que Bianca e seus familiares devem responder pelo crime de falsificação.
O caso deve ser encaminhado à Justiça nos próximos dias.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Acidente com vitima fatal entre Porteirinha e Janaúba

Duas pessoas morreram em um acidente na noite desta sexta-feira (8), na MGC 122, entre Porteirinha e Janaúba. Segundo informações da Polícia Militar, o acidente foi entre um veículo de passeio e uma motocicleta.
Ainda segundo a PM, o motorista do carro estaria indo na direção de Janaúba, quando se deparou com uma motocicleta vindo na direção contrária e na contramão. O motorista teria tentado desviar e o motociclista fez o mesmo movimento, e os dois bateram de frente.
O condutor da moto e o garupa morreram no local. A polícia fez o teste do bafômetro com o motorista do carro e não foi constatada embriaguez.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

Quatro pessoas são detidas por tráfico de drogas no Norte de MG

Dois adolescentes foram apreendidos na noite desta sexta-feira (8), em Janaúba (MG), por suspeita de tráfico de drogas. Segundo informações da PM, durante patrulhamento no bairro Rio Novo, os policiais encontraram os menores em uma casa com 41 pedras de crack, uma barra da droga bruta, 182 gramas de maconha, uma balança de precisão e ainda duas espingardas polveiras.
Na casa foram encontrados ainda vários objetos que seriam produtos de um roubo, realizado na quinta-feira (7). Os menores foram apreendidos e encaminhados à delegacia.
E em Montes Claros, no bairro Independência, a Polícia Militar prendeu na noite desta sexta-feira (8), um homem de 26 anos e apreendeu um adolescente de 17 anos, suspeitos de tráfico de drogas. Segundo a PM, com eles foram encontradas 19 buchas de maconha e dinheiro. Os dois foram encaminhados à delegacia.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

Caixa eletrônico é explodido em Mato Verde

Um caixa eletrônico foi explodido nesse domingo (10) em Mato Verde, Norte de Minas Gerais. Segundo a Polícia Militar, nenhum dinheiro foi levado do banco porque o cofre do terminal eletrônico não foi danificado.
Ainda segundo a PM, testemunhas informaram que os suspeitos fugiram do local em três motocicletas e um carro, mas ninguém foi preso.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

Transporte clandestino e viagem de favor são rotina no Norte de Minas devido à falta de linha regulares de ônibus

"É humilhante, mas não tem outro jeito para chegar à escola" - Lucélia Siqueira (D) que pode carona com a colega Lívia
(EM) Ser professor não é apenas estudar conteúdo, planejar aulas e se dedicar integralmente ao ensino. É preciso superar barreiras. A vida de sacrifícios é encarada pelos professores que lecionam fora das cidades onde moram. Sem carro próprio e com a dificuldade para pegar ônibus, muitos recorrem ao transporte clandestino ou à carona. Essa dura realidade é enfrentada no Norte de Minas.
“Infelizmente, como não têm condições de pagar pelo transporte, muitos professores são obrigados a pedir carona ou usar veículos clandestinos”, afirma Geraldo Costa, diretor da subsede do Sindicato Único dos Trabalhadores na Educação (Sindi-UTE) em Montes Claros. Segundo ele, somente em Montes Claros moram em torno de 200 professores que viajam para dar aulas em cidades próximas, como Francisco Sá, Coração de Jesus, Mirabela, Brasília de Minas e Grão Mogol. 
Em muitos casos, em vez de pagar aluguel em cidades vizinhas, os professores continuam morando em Montes Claros, onde têm casa própria ou moram com os pais. O problema é o deslocamento e o perigo nas estradas. A mais arriscada é a BR-251 (Montes Claros–Salinas), que tem tráfego pesado de caminhões e carretas. “Já tivemos casos de pessoas que perderam a vida ao viajar para trabalhar”, relata Geraldo Costa.
Quem dá aulas na zona rural também tem problemas de sobra. Para chegar à escola, eles precisam levantar cedo. A carona é muito comum. No trecho da BR-135 próximo à área urbana de Bocaiuva, diariamente são vistos grupos de professoras esperando carona para chegar ao distrito de Engenheiro Dolabella e municípios vizinhos, como Engenheiro Navarro. Boa parte vai para a beira da estrada antes de amanhecer.
“É humilhante, mas não tem outro jeito para chegar à escola”, reclama a professora Lucélia Cristina de Oliveira Siqueira. Ela mora em Bocaiuva e trabalha numa escola estadual em Engenheiro Dolabella, a 40 quilômetros da área urbana. Percorre o trecho quatro vezes por dia, pois trabalha em dois turnos (manhã e noite). Professores de Bocaiuva que fazem duas jornadas em Engenheiro Dolabella obrigatoriamente recorrem à carona ou ao transporte clandestino, pois não existem horários de linhas regulares de ônibus antes das 7h e depois das 16h. 
Entre o Engenheiro Dolabella e a 135 existe outro pequeno trecho, de dois quilômetros, que, na maioria das vezes, é percorrido pelas professoras, também de carona, nos próprios ônibus que transportam os alunos do Assentamento Heberth de Souza, na antiga usina de açúcar Malvina.
Lucélia não tem receio de contar que, ao pedir carona, já passou pelo constrangimento de ser confundida por caminhoneiros com as chamadas garotas de beira de estrada. Para evitar o problema, as professoras procuram andar sempre em companhia de uma colega e, ao entrar no veículo da pessoa que dá a carona, adotam a tática defensiva de revelar que são educadoras. A professora de Bocaiuva também relata que, por várias vezes, precisou pegar carona à noite, quando o risco é maior.
Ela conta ainda que, às vezes, recorre ao transporte alternativo, pagando R$ 20 para ir a Dolabela. “O que a gente ganha não dá para pagar o transporte. Se não recorrer à carona e gastar com o transporte, tem de pagar para trabalhar”, lamenta.
Para Lívia Viveiros, outra moradora de Bocaiuva que leciona em Engenheiro Dolabella, o sacrifício na estrada é maior ainda. Além de viajar para o distrito durante o dia, ela se desloca por 54 quilômetros a semana inteira para frequentar um curso em Montes Claros à noite. Ela diz que as dificuldades para chegar à escola interferem na relação dos professores com os alunos, afetando a qualidade do ensino. “Mesmo sem querer, o professor passa parte do seu estresse para o aluno, pois chega à sala de aula cansado”, afirma Lívia.
Outra professora de Bocaiuva que enfrenta sacrifícios é Natália de Lourdes Santos. Todos os dias ela acorda por volta das 4h30, prepara o café e cuida do filho. Depois, caminha a pé cerca de dois quilômetros até a 135 para pegar carona entre as 5h30 e as 5h45. “É muito difícil”, lamenta Natália.
Cleonice Machado é professora de uma escola municipal na comunidade de Lagoinha/Pentáurea, em Montes Claros. Nos cinco dias da semana, antes das 6h, ela pega carona na saída de Bocaiuva para rodar 20 quilômetros até a escola, na área urbana. Cleonice conta que cumpre a rotina há mais de 10 anos e que, ultimamente, pega carona com colegas. “Já me acostumei. Como a escola fica na beira da estrada, fica mais fácil”, afirma.
Em Brasília de Minas, Norte do estado, Betânia de Cássia Silva Miranda, de 40, trabalha de manhã, à tarde e à noite e faz todo o deslocamento a pé. Não há transporte público ou escolar que a atenda e ela chega à noite em casa com os pés inchados. “Sou excedente numa escola e tenho que completar o cargo em outras duas escolas que ficam distantes. Fico muito cansada”, disse a professora, que sai de casa às 6h e só retorna às 23h. 

"O amor pela escola nos faz seguir em frente" 
Todos os dias, a professora de ciências humanas Maria Luiza Grossi acorda às 5h30 para entrar na sala de aula às 7h30. Vaidosa, ela não revela a idade e faz questão de ir bem vestida para a escola onde trabalha, na comunidade rural de Buritis, em Divinópolis, Centro-Oeste de Minas. O trajeto é difícil: são mais de 13 quilômetros de estrada de terra."Deixo meu carro no Bairro Porto Velho, pego o ônibus escolar para trabalhar. É muito cansativo. Já cheguei a perder o dia de aula por causa dessa estrada", conta.
Mas Maria Luiza não desanima. Ela e quase todos os funcionários da Escola Municipal Benjamin Constant fazem esse trajeto. A maioria mora na cidade e usa o transporte escolar para ir dar aula. Em meio aos alunos, eles aproveitam para conversar sobre o conteúdo dado em sala de aula e trocam experiências. "O problema maior é o trajeto. Quando chove, vem o barro, se não, vem a poeira. Tem muito professor que usa touca de banho no ônibus para proteger o cabelo", diz.

A diretora da escola, Christiane Melo de Souza, de 38, mora no Bairro Cidade Jardim e usa o transporte escolar para ir até a escola. Ela acredita que se a estrada fosse asfaltada, o desgaste seria muito menor. "Temo até mesmo pela segurança, tanto de professores como de alunos. A estrada não é boa e quando chove fica escorregadia. O amor pela escola nos faz seguir em frente. Sempre me identifiquei com a comunidade."
A supervisora pedagógica Maria Ângela Gonçalves, de 57, trabalha de manhã e à tarde, precisa acordar às 5h30 para não perder o horário e tem apenas 15 minutos de almoço. "Venho no ônibus com os alunos. Temos nossos momentos de diversão com os alunos , brincadeiras. Ficamos mais próximos", disse. Os três filhos e o marido ficam preocupados, mas Ângela não pretende desistir da escola, onde trabalha há 13 anos.